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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O abandono abrupto dos medicamentos

Algo que eu não vou falar com detalhes no multi artigo ''borderline e toxicodependente''.
O abandono abrupto dos medicamentos em dezembro de 2013 causou o pior dos estragos na minha reputação, moral, e relacionamentos.
Primeiro foi quando os medicamentos não fizeram efeito e eu acabei por atacar a sangue frio a minha melhor amiga com uns socos na cara, e depois foi quando eu tive um belo problema com uma pessoa e acabei por espetar-lhe uma facada nas pernas e nos ombros sem intenção de homicidio, o motivo era magoa-la e dar-lhe de graça uma viagem ao hospital. E foi apenas isso que aconteceu, não se assustem.
Depois foram mais uns belos dias e umas belas noites passadas a ver o sol nascer e pôr sem fazer mais nada de produtivo que isso, depois foram mais uns tempos a dormir o minimo de horas possiveis, cheio de agitação e pensamentos hostis, que me impediam de ter um sono decente.
Com o tempo fui melhorando, deixei de estar em depressão/agitação e voltei ás oscilações de humor (quase estabilidade, quase loucura).
Mas o sono e a agitação nunca passaram, foi pelo menos meio ano em agonia total e ainda hoje essa agonia permanece, embora em menor grau e já com alguns medicamentos que pouco ou nada fazem efeito.
Estive no psiquiatra para tentar voltar a tomar os anti-psicóticos sedativos que antes tomava, mas ele não se importou em passar-me uma receita de medicamentos, apenas me aconselhou a aguentar a minha compulsão até que o cri aceitasse a minha entrada em uma comunidade terapêutica que de certeza que não vai aceitar.
Estou a imaginar, eu quase a tentar o suicídio e eles sem me aumentarem a dose terapêutica de medicamentos.
mas enfim, que se há-de fazer?

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Farto desta agitação

Hoje voltei ao médico, ele quase nem sequer fala nada comigo , merda de psicólogo, a única coisa que me faz é perguntar como estou, mesmo já sabendo que continua tudo na mesma merda.
Continuo extremamente agitado desde que deixei de tomar o subtex buprenorfina (droga de substituição da heroína).
Ando muito á volta de minha casa, parece coisa de louco, mas não é, esta agitação é fruto da abstinência desse medicamento, que já deixei de tomar há mais de 5 meses e ainda não mudou nada, ainda continuo agitado com pensamentos extremamente delirantes e uma vontade de morrer incrível.
Há muitos problemas em mim que eles não querem saber... O fato de eu ter dinheiro comigo e só ter vontade de o ir gastar, seja em droga ou álcool, mas neste momento a minha preferência é o álcool, por ser muito mais barato e muito mais potente que qualquer outra droga.
Hoje como saí de casa, a minha agitação aumentou, eu sinto-me desconfortável em qualquer lugar fora de casa, principalmente na cidade onde tenho de ver pessoas que não conheço de lado algum no centro de atendimento ao toxicodependente.
Tenho muita vontade de entrar na comunidade terapêutica para não ter de gastar tanto dinheiro cá fora com um psicólogo, a vida está muito dificil para mim.
O meu psiquiatra de certeza que não vai concordar com a ideia de eu entrar em uma comunidade terapêutica e vai estragar tudo, vai dizer que eu não preciso, que eu não tenho sintomas suficientes para entrar lá ( E o pior de tudo é que ele nem sequer conhece os meus sintomas direito).
Mas que se foda, se não entrar na clinica, deixo a medicação e vou beber.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Confusão mental

Estou super nervoso e ansioso...
Hoje tive oportunidade e dinheiro suficiente para ter mais uma recaída, estava pronto para pegar a camionete e ir para a zona urbana comprar umas garrafas de vinho e uns medicamentos para a ansiedade... Enfim todo o dinheiro que eu tinha na mão, eu estava preparado para gastar nessa maldita recaída.
Tenho estado muito compulsivo e em um sofrimento enorme por não conseguir controlar os meus impulsos, tenho uma vontade enorme de sentir, ou melhor, não sentir... Apagar, perder a consciência da realidade mais uma vez, ficar quase que a dormir.
Os ultimos tempos têm sido muito dificeis para mim, larguei a buprenorfina (Medicamento de substituíção de heroína) há 5 meses e ainda se nota na minha forma de agir, os estragos que isso causou, sinto-me extremamente agitado, hiperactivo, ansioso, ainda moram em mim os mesmos pensamentos delirantes que iniciaram depois da deixa abrupta do medicamento (alguns deles, uma vez que alguns pensamentos já estão na minha cabeça desde sempre).
Mas eu não fui, pela primeira vez pensei em muitas consequências que isso me pudesse trazer, por exemplo o medo de ficar viciado e ver os meus sintomas piorarem até não haver mais esperança absolutamente nenhuma de me tratar.
O medo que de que a minha agitação e os meus pensamentos paranóides aumentem ainda mais ao ponto de que nenhum medicamento me faça efeito...
Há sempre um grande medo em mim quando vejo que tive uma sorte em deixar essa dependência cedo e ter os meus pais comigo, embora me julguem de vez em quando, ter casa, coisa que eles foram perdendo com o tempo.
Por agora vou aguentando a minha compulsão com o medo, mas o amanhã é incerto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Maldito bullying.

Um assunto que eu fui adiando durante muito tempo aqui no meu blog, é o bullying.
Sim eu também já fui vitima dessa maldita estupidez, tenho de admitir que durante muito tempo eu fui um puto medroso que sentia medo por tudo e por nada, de tudo e de todos, até dos mais fracos que eu.
O meu medo atraía os meus colegas como se fossem cães, eles gozavam da minha cara, muitas vezes batiam-me, humilhavam-me em frente á multidão e etc...
Com o passar dos anos, o medo permaneceu forte, mas houve uma coisa que aumentou fortemente...
Os meus impulsos aumentaram muito, os meus ataques explosivos de fúria, embora o medo tivesse permanecido, eu comecei a dar os meus primeiros socos naqueles que me perturbavam, os impulsos determinavam essa minha atitude violenta gratuita, mas acho que não era só isso.
Sinceramente não sei ao certo o que determinava, talvez um novo tipo de medo que surgiu com o passar dos anos:
O medo de ser humilhado em publico penso eu.
Mas ainda não sei o que faz com que eu tenha essa atitude de resposta que nunca tive antes por causa do meu medo.
È uma atitude violenta daquelas que se podem chamar mesmo de ''gratuitas'' acessiveis a todos que é impulsionada não sei pelo quê, mas que só funciona em resposta.
Talvez lhe devo chamar de descarga de adrenalina... Basta um pequeno toque, se a minha cabeça pensar que essa pessoa de seguida me vai agredir como aparenta querer fazê-lo, eu caio em cima dela, já não me importa se dou mais ou levo mais, simplesmente dou também não fico apenas a levar.
Hoje essa atitude violenta não se manifesta apenas em casos limite mas também em casos como os de discussões sobre quem tem razão ou não, que normalmente acabam em frustração.

Mas voltando ao que estava a falar:

Eu sofri muito desde a minha infância até ao fim da minha adolescência, parece que o meu geito de ser fazia com que certas pessoas se aproveitassem para me fazer a vida no inferno, todos os dias eu tinha medo de ir para a escola pois eles iriam bater em mim, fazer troça ou humilharem-me.
Só eu sei o que sofri com essa maldita prática pecaminosa.
Eu simplesmente vivia com medo que eles entrassem no meu quarto da residência a qualquer altura para me humilhar, eles faziam isso religiosamente.
Tive de ir embora daquela escola para não sofrer mais.

Voltei á escola de vila pouca, onde comecei a lidar fácil com a situação de outras pessoas que simplesmente queriam substituir aqueles filhos da puta, mas não deu certo para elas, eu já estava totalmente furioso com as minhas compulsões por droga que eu simplesmente agredia aquela cambada de merdosos, passei a sentir uma sensação de omnipotência sempre que agredia alguém, isso melhorava o meu humor durante alguns dias.
Eu tive de bater em muitos e cheguei mesmo a apontar uma faca a um deles para acabar com essa perseguição deles...

Hoje estou livre, e como passei a andar armado, sinto-me muito mais seguro.

Necessidade de droga

Hoje acordei mal disposto, e ainda por cima, tive de ir trabalhar logo cedo.
Isso estragou o meu ânimo, queria ficar em casa a dormir até ás mesmas horas de sempre sem ter de me levantar cheio de sono e trabalhar dessa forma.
Por consequência estou extremamente impulsivo, quero fumar a qualquer momento e...
Estou a sentir um aumento da minha compulsão por droga.
Estou numa fase de falta de estrutura mental, não sei o que vos hei-de dizer, estou preocupado em falar para o psiquiatra novos sintomas, problemas de conduta anti-social e etc que eu costumo sentir.
Eu já fui diagnosticado com transtorno de personalidade borderline, agora falta saber se eu faço parte do borderline psicóide ou do borderline tipico.
Os pensamentos andam a mil á hora, não sei o que pensar não sei o que fazer, não sei o que escrever, o meu pensamento está desorganizado e por causa disso sinto a necessidade de consumir alguma substância, seja licita ou ilicita que pare com esta merda imediatamente.

Quando é que eu vou melhorar? Será que demoram a encontrar uma solução para este problema que cada vez mais me parece extremamente grave?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

adolescência eterna

Outro grande problema meu é o fato de não querer desapegar-me do refúgio da adolescência, ainda quero praticar actividades perigosas todos os dias, viver de forma perigosa, não assumir as responsabilidades.
Quanto mais cresço mais me preocupo com o meu futuro, se vou encontrar trabalho para sobreviver, se vou conseguir aguentar esta instabilidade emocional e ter sucesso no trabalho, parece que a minha cabeça de adolescente está a querer abandonar-me.
Eu realmente não sei como vai ser o meu futuro e quando penso nisso, geralmente penso de forma muito, mas muito negativa.
Penso em mim, sem-abrigo, completamente alcoólico a roubar pessoas para sobreviver e sustentar o meu vicio, os meus pais cheios de desgosto de frustração por minha culpa etc...
Eu não queria nada abandonar a adolescência, simplesmente porque ainda não tenho maturidade suficiente para assumir certas responsabilidades, dizer não a certos riscos, o meu cérebro não tem regulado muito bem e muito tarde vai regular.
Eu só queria viver assim, ser criança, ter sempre os meus pais a cuidar de mim e a comprar-me brinquedos, sem que tivesse de lutar com muito esforço para conseguir uma merda de nada.
As minhas emoções instáveis não me deixam ter prazer em trabalhar, a minha sociedade não me deixa trabalhar no que me dá mais prazer, e mesmo que me deixasse, eu perco rapidamente o interesse em coisas que ontem me davam prazer demais.
Não me contento em fazer coisas pequenas, eu quero fazer coisas grandes e em pouco tempo e por culpa disso fico extremamente frustrado pois não consigo fazer.
Não sei como vai ser entrar na fase adulta, eu ainda estou naquela fase de me preocupar com o meu futuro, como será, o que hei-de eu fazer, onde encontrarei trabalho, se encontrar trabalho, preocupo-me muito com a crise do meu país e como sobreviver em uma crise deste tamanho.
Às vezes penso que o meu pai vai perder o trabalho dele e nós vamos acabar na mais miserável das vidas.
Eu gostava muito de abandonar estes pensamentos negativos e aproveitar a minha vida para que na minha velhice só existam memórias boas para relembrar.

O pesadelo do cigarro

Já estou farto de sentir aquela vontade de fumar compulsiva a todo o momento, se eu tivesse um maço de tabaco comigo, eu  o fumaria em poucas horas.
Não consigo controlar os meus impulsos com nada e isso leva-me a sentir compulsões a toda a hora.
Fumo compulsivo, como compulsivo, gasto dinheiro compulsivo em coisas que deixam de me interessar em pouco tempo.
Ainda ontem estava aqui no quarto a pensar nas novas peças de roupa que preciso comprar, preocupado com o fato de precisar ter uma roupa diferente para cada dia, roupa a condizer e etc...
Mas o meu problema principal é o abuso de nicotina.
Se preciso esperar por algo... Cigarro.
Se preciso começar algo de novo... Cigarro.
Se alguém me enerva... Cigarro.

E não sei até quando eu vou precisar de usar o cigarro na minha vida como se fosse um medicamento e não propriamente um vicio.

Vou ter de esperar ainda pelo menos meio ano para entrar na terapia cognitivo comportamental, mas eu só queria que me ensinassem a crescer sozinho.
Como faço?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vida completamente desorganizada

Minha vida, meu pensamento, meu quarto, minha casa, minha rotina, meus planos.
Está tudo desorganizado.
E o pior de tudo é que a minha preguiça me impede de organizá-la.
Sinto-me desconfortável comigo mesmo, totalmente desconfortável, minha vida é baseada em pensamentos negativos que nada vai mudar, que nunca vou conseguir fazer aquilo que tanto desejo, que isto nunca vai passar de masturbação mental.
Há mais de 1 mês que a minha mãe decidiu não fazer a minha cama, e há mais de um mês que a cama não é feita nem por mim nem por ninguém.
O meu quarto já cheira a mofo, roupas em cima do escritório, não há lençóis a cobrir o colchão, roupa no chão também, um ténis em cada canto do quarto, tudo completamente desorganizado...
Papeis com memórias minhas espalhados por todo o quarto, seja no chão na cama, em qualquer lugar.
Tenho vontade de o arrumar, mas sempre penso que não tenho tempo para isso.
Não sinto vontade de trabalhar, estou sempre a tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo, não consigo organizar o meu dia.
Necessito de ajuda imediata, senão, não sei como mudar para melhor.

Gostava de ir para aquela clínica, mas os médicos com certeza vão dizer que eu não possuo critérios suficientes para entrar nela uma vez que ela está só destinada a pessoas com problemas graves de toxicodependência  e eu como embora tenha recaídas, já deixei de me drogar todos os dias, há muito tempo, eles com certeza não vão querer deixar-me entrar...

E agora o que que eu faço sem dinheiro, sem psicólogo presente, sem psiquiatra competente , sem nada daquilo que preciso?

Como é que eu vou suportar este tédio todo sem ajuda de ninguém?

Merda de vida

Cada vez mais perco a vontade de viver, já que o gosto eu nunca o tive.
Eu ainda tinha alguma esperança que surgisse um raio de luz no meio da porcaria, mas não...
Ele não surge, dá-me vontade de tomar uma garrafa de bagaço e misturar com duas caixas de 60 sedativos para assim ter a certeza que no dia seguinte não vou voltar a acordar no hospital como nas ultimas vezes que tentei suicidio.
Deixei de ter esperança nas coisas boas que as pessoas dizem que a vida tem para me dar, hoje estou mais interessado nas coisas boas que a morte tem para me dar, como por exemplo o fim de todo o sofrimento que até agora nunca findou.
Estou farto de passar parte do meu dia a comer demasiado e sentir-me mal quando isso não acontece, farto de não conseguir regular a quantidade de tabaco que fumo e chegar a passar tarde e noite sem fumar por ter fumado tudo de manhã.
Farto de sentir esta compulsão por drogas que me levou ao vicio e ás recaídas, não a sinto por causa de ter sido um toxicodependente, ela apenas aumentou depois disso, mas sempre existiu e envia estimulos para o corpo, sentindo um ardor constante na a subir ao peito.
Farto de ver que as pessoas estão mais dispostas a ver-me frustrado do que em ajudar-me.
Farto desta insegurança que já nem me deixa saír de casa para caminhar porque deixei de ter coragem de dizer bom dia ás pessoas que vão falar de mim pelas costas ou que me vão mostrar as trombas feias delas.
Ter de saír armado sempre que vou a uma festa ou a uma zona urbana porque a qualquer altura um inimigo meu me vai atacar.
Estar habituado a pensar negativo em relação a tudo e reparar no quanto isso influencia a minha serotonina.
Farto de me apaixonar facilmente por sentir um vazio dentro de mim que no meu pensamento só pode ser preenchido por pessoas, droga, álcool e sexo.
Isto não é depressão, eu simplesmente estou habituado a pensar de forma negativa, não estou habituado a pensar que devagar se vai ao longe, estou habituado a esta inquietude e masturbação mental e não consigo por as coisas em prática por ser muito imediatista e essas coisas demorarem seu tempo.
como por exemplo:
Não quero aprender inglês em cinco anos, eu quero aprender inglês em 1 mês para sentir o meu ego a liberar endorfinas rápidamente.
Não sei o que é auto-estima ou auto-confiança.
Sou muito esquivo e faz-me sentir mal o quão distanciado eu estou desta sociedade por culpa da minha timidez.
Eu sou dificil quando se trata de razão, eu tenho de vencer qualquer discussão em que esteja integrado e isso normalmente acaba em frustração ou em alimentação do meu ego... Mas na maior parte das vezes acaba em frustração.
Tenho medo de tudo, medo das pessoas, e como já disse, isso leva-me a usar armas.
Eu fico fulo por exemplo:
Depois de escrever um texto de cinco linhas, o meu computador desligar-se e ter de voltar a escrever o texto de novo e voltar a ligar o computador de novo....Eu sou muito compulsivo por qualquer atividade em que se libere endorfinas sem qualquer esforço.
Eu não quero esta vida, não quero estar bem disposto agora e perder essa boa disposição em questão de minutos, não quero isso...
De qualquer maneira, seja pelo bem ou pelo mal, eu não vou sofrer durante muito mais tempo...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tentando entrar em uma comunidade terapêutica

Hoje finalmente recorri a um médico privado.
E o que ele disse?

Conseguiu convencer os meus pais a procurar uma comunidade terapêutica para me internar temporariamente até conseguir voltar á realidade.

Não sei se quero ir, eu preferia uma psicóloga privada e ficar cá fora a aproveitar a ''merda de sociedade'' do que voltar a ficar isolado no fim do mundo, mesmo que, agora com o diagnóstico certo.

Sei lá...
Não queria ficar privado de actividades como ir passar na internet para colocar mais um post, coisa que não vou poder fazer lá.

Queria estar aqui, já me afeiçoei demais a este blog, e como vou fazer para continuar a postar pro blog enquanto estou fechado em uma câmara de tortura fascista e ainda por cima pertencente ao governo.

Mas pronto, talvez eu aceite entrar na clínica, talvez seja preciso desapegar mesmo para conseguir chegar ao tão desejado nirvana.

Até lá um brinde de jack daniels para todos vós...

Um abraço

O vinho - Azedo mas inebriante e barato.

Uma coisa que me leva a consumir muito vinho em vez de qualquer outra bebida é o meu poder de compra.
O vinho é muito mais barato do que qualquer outra bebida e 1 garrafa de 1 euro (em portugal) embriaga qualquer pessoa que o beber.
O problema é a qualidade desse vinho, sabe mal, se não fosse mesmo o preço e a quantidade de alcool eu nunca beberia.
Sempre gostei de bebidas de outra qualidade melhor como por exemplo:
Vodka eristoff, whisky ballantines , jack daniels e etc...
Mas quando não há dinheiro para essas preciosidades e eu continuo totalmente desesperado, acabo sempre por beber a tipica ''merda'' do vinho de 1 euro e da cajaça de 3 euros.

Eu necessito beber vinho para sarar por momentos a dor de ter largado a droga, que é muito mais cara, mais muito mais principalmente quando você começa a ficar tolerante a ela...
Aqui em portugal eu gastava 30 euros em droga e ainda misturava com medicamentos ansioliticos.
Veja bem a diferença de 1 euros em alcool e 30 euros em droga:
È normal que o viciado em droga vai ter de roubar né?
Com trabalho ele não consegue dinheiro para droga, para refeições entre outros.
Mas o alcoólico não, uma vez que o álcool está a preços acessíveis e há álcool de várias qualidades.
Uma pessoa que tem compulsão por álcool, não vai ligar nem um pouco para a qualidade do álcool mas sim para a quantidade e preço.
Não me importo de beber a maior merda de vinho que exista nos centros comerciais, mas desde que em embriague eu bebo...

Não queria isso, asério.
Eu queria começar a importar-me com a qualidade, porque existem garrafas de whisky tão saborosas, queria acalmar esse desespero que tenho dentro de mim e passar a beber apenas de ano a ano ou até mesmo nunca beber, nunca me drogar nunca me fumar.

A vontade de abandonar toda essa merda é muita, mas a confiança não é nenhuma, simplesmente não consigo acreditar que quando os meus impulsos estiverem no limite eu os vou controlar... Não acredito nisso e sinto uma enorme culpa e uma enorme revolta por não acreditar.
Sinto que o mundo inteiro está em cima de mim e eu não posso com tanto peso.

Tenho de beber...
Sei que vou recaír a qualquer momento, já que eu não passo de um desgraçado, mas preciso de ter esperança que um dia me vão salvar desta vida ou pelo menos me vão ajudar a salvar-me a mim mesmo.

domingo, 17 de agosto de 2014

Como será amanhã?

Todos os dias eu penso o mesmo...
Como será o dia de amanhã?
Será sombrio sem luz?
Será alegre e colorido?
Vale a pena ter esperança em melhores momentos?

Será que amanha eu estarei melhor?
Eu estarei bem pior que hoje?

O mesmo pensamento todos os dias, a vontade de melhorar permanece, a vontade de crescer permanece, a vontade de aprender a viver sem estímulos permanece mas... E a esperança?
Não permanece nem nunca permaneceu e isso é que atrapalha tudo.
Como vêm não vale a pena ter força de vontade quando não se tem esperança.

Mas como? Como aprender a ter esperança?
Como aprender a ter confiança em mim mesmo?
Como?

Eu queria muito, a sério, queria tanto, você nem imagina o quanto eu queria, mas enquanto estes impulsos e esta inquietude continuarem permanentes em mim, é totalmente impossível melhorar.

Eu estou sozinho, apenas tenho um psiquiatra que me receita anti-psicóticos não sedativos, que me garante todos os meses que para o próximo mês tudo vai melhorar, mas... Chega o fim do mês e nada.
Ele deve estar a gozar com a puta da minha cara mas pronto, o que que eu posso fazer?

Vi experiências de borderlines, e deixou-me a reflectir sobre a terapia dialéctica comportamental, mas e o dinheiro?
Se isto fosse há mais tempo, quando eu tinha 13 anos, talvez ainda tivesse dinheiro suficiente para entrar na terapia, mas agora com portugal em crise e o meu pai em um emprego que apenas rende o salário minimo, é quase impossível uma terapia, ou seja:
Provavelmente ficarei durante muito tempo assim, uma vez que os psicólogos em portugal, só atendem de mês a mês e ás vezes, de 2 em 2 meses .

Como será amanha?

Tentando aprender a viver sem drogas



Como se aprende a viver sem drogas? Sei la ainda nem sequer na fase de aprendizagem estou, embora tenha muita vontade de o aprender.
È mesmo verdade... Eu não sei como se vive sem drogas... Sabe porque que eu continuo sem droga?
Porque sou totalmente privado, os meus pais impediram-me este tempo todo de ter dinheiro nas mãos, foi a única solução que os psiquiatras do (centro de atendimento ao toxicodependente) encontraram para tentar resolver o problema.
Só que eles não conseguiram evitar todas as recaídas sempre que eu conseguia dinheiro em algum lugar por sorte, explorando aquelas pessoas que parece que se oferecem para ser exploradas inconscientemente.
Isso eles não evitaram... Eu posso estar privado mas sempre que tenho uma oportunidade, existe uma recaída.
Eles preocuparam-se em privar-me apenas em vez de me ajudar a controlar a compulsão violenta que eu sinto.
È culpa da merda de governo quase capitalista (ou é melhor dizer mesmo ''capitalista'') de portugal em que os médicos que existem no público, não fazem porcaria nenhuma enquanto que no privado os ricos pagam uma boa quantia de dinheiro e recebem tratamento especial, são tratados em cerca de 1 ano, enquanto eu já estou há muito tempo no psiquiatra e eles não resolvem o meu problema, só me privam disto e daquilo, sempre a mesma porra de vida.
Será que eles não sentem remorsos daquilo que me fazem porra?
Eu estou revoltado, eu queria ser melhor e infelizmente não sou, não sei de quem é verdadeiramente a culpa, talvez seja minha por não conseguir aprender sozinho como muitas pessoas já conseguiram, mas , porra, eu quero mudar entendem?
Não quero ficar assim, não quero procurar porra de religião nenhuma para melhorar os meus sintomas, nem vale a pena tentar fazer uma coisa dessas, essa merda não dá certo, não acredito nisso.
As pessoas estão sempre a dar-me conselhos inúteis para eu acreditar em deus e orar todos os dias, para eu ter muita fé. Deixem essa merda para vocês, parem de espalhar isso para mim porra...
Eu quero um médico competente que me ajude a resolver esta porra de merda de vicio, esta porra de merda de raiva, é só isso que eu quero, não peço mais nada, nem vou pedir nada ao deus narcisista que vocês tanto idolatram.
Desculpem o meu exagero e a descarga de revolta, sei que disse muitas palavras que talvez não é correto dizer, mas tinha de o fazer.
Eu preciso de ajuda entendem, senão, como será a minha vida amanhã?
Serei eu um amante diário da merda da heroína, da merda do álcool, da merda do valium?
Estes governantes deveriam sentir empatia por pessoas que passam aquilo que eu passo todos os dias, porque é muito sofrimento, são muitos pensamentos suícidas, principalmente para aquelas pessoas que são borderline e tiveram passagens graves por substâncias sedativas.


sábado, 16 de agosto de 2014

Quando a droga é substituida pelo alcool

De certeza que muitos toxicodependentes já passaram por isto, uma vez que eu sou um toxicodependente de apenas 2 anos de consumo e também o passei.
Quando você entra em um programa de tratamento para a droga, ou método de substituição, ou método de abstinência a longo prazo com acompanhamento, você começa a perder aquele instinto que a leva a roubar grandes quantidades de dinheiro para consumir, vocês toxicodependentes sabem disso.
E portanto embora os impulsos sejam muito fortes, eles já não levam a pessoa a roubar pois ela, desta vez, está a experimentar viver no mundo real.
Então com as pequenas quantidades de dinheiro que elas conseguem arranjar, elas gastam o em álcool, pelo menos foi assim que aconteceu comigo, a minha compulsão por droga, levava-me a consumir álcool por este ser mais barato e mais acessível.
Eu substituí a droga pelo álcool, embora não o consuma regularmente a minha compulsão é enorme.
Além de ter sido um toxicodependente no passado, eu tenho outro problema... Sou portador de um transtorno de personalidade em que nas características aponta o abuso de substâncias.
Eu podia vir aqui escrever a minha vitória sobre as drogas o álcool e o abuso de medicamentos sem prescrição médica, mas tenho de ser honesto e dizer que ainda não consegui vencer nada disso, ainda consumo, apenas não consumo todos os dias.
Todos os dias tenho procurado tratamentos eficazes para redução dos sintomas da minha doença e da minha privação, mas não encontro.
Entrei no psiquiatra e vocês acreditam que ele só tem me receitado anti-psicóticos? Nem sequer um anti-depressivo me tem receitado ou um estabilizador de humor, e ainda por cima os anti-psicóticos que o médico me receita não fazem qualquer efeito.
Desde que deixei a buprenorfina (subtex) método de substituição da heroína, que eu quase morri de tanta agonia, a partir daí a minha compulsão aumentou demasiado e hoje, temo voltar a ser um desgraçado sem vida, que vive no submundo das drogas.

Esta timidez maldita

Eu não queria esta vida, não queria ficar totalmente afastado da sociedade, queria integrar-me, mas esta timidez maldita impede-me totalmente de socializar com as pessoas...

Você já quis muito conversar com alguém mas ao mesmo tempo não conseguia com medo que ela o rejeita-se, acaba-se com uma má impressão de si ou algo parecido?

Assim sou eu, eu não consigo conversar com gente nova com medo que essas pessoas falem mal de mim depois, com medo que elas me rejeitem, com medo que gozem comigo, você consegue compreender-me?

Eu sou assim, totalmente timido e sem capacidade de socializar com as pessoas.
Tudo o que eu mais sonho é ser alguém extremamente importante para não ser rejeitado pelas pessoas que gostava de conhecer, sonho com isso o dia todo.

Marilyn Monroe- Eu não estou interessada em dinheiro, eu só quero ser maravilhosa

Quero ajuda...
Quero integrar-me pela primeira vez nesta sociedade da qual eu tenho medo e a qual considero demasiado perigosa para mim.
Quero deixar de ter medo disto, deixar de me sentir inseguro, deixar de passear pela vida com uma faca no bolso para não me sentir inseguro.
Quero ser gente